domingo, 8 de janeiro de 2012

Janus, a divindade que origina Janeiro

Janeiro é um mês curioso, não acham? É o primeiro mês do novo ano, mas nós ainda trazemos em nós mesmos um pouco do que passou e muito do que desejamos para o amanhã. Ou seja: passado e futuro se enroscam no presente.
A mitologia Greco-Romana nos conta que existiu, em um passado muito remoto, um deus chamado “JANUS”. Janus nasceu na Tessália, Grécia, e foi conhecido como o deus da “dualidade”, o deus da dupla face. Para a luz e as trevas, para o amor e o ódio, para o bem e o mal, para a felicidade e a infelicidade, para a sinceridade e a falsidade.
Coisas do Deus Janus, uma uma divindade pré-latina que era considerado o Senhor do Sol e do Dia, uma espécie de guardião celeste de todas as portas e entradas. Ele era representado pelos humanos como um Deus de duas faces: sendo uma delas voltada para o passado e a outra para o futuro. Janus é o equivalente masculino da Deusa Jana, cujo aspecto de duas faces Antevorta e Postvorta da mesma forma, olhando para o passado e para o futuro. Justamente por isso, o mês de janeiro marca o começo de um novo ano, mas também contêm elementos do ano que passou.
O mito de Janus nos conta que ele era o primeiro Deus a ser mencionado nas cerimônias religiosas. Era adorado na época das colheitas, plantio, casamentos, nascimento e sempre que acontecia algum acontecimento importante na vida de alguém. Também representa a transição entre a vida primitiva e a civilização: o campo e a cidade, a guerra e a paz, a infância e a maturidade.
Coisas de Janeiro – esse mês das tempestades. É verão por aqui (grita o calendário) mas a paisagem está nublada… Há quem diga que as condições climáticas de janeiro determinam o andar da carruagem nos demais meses do ano. Então preparem os guarda chuvas...
Uma lenda romana nos conta que ele teria chegado a Tessália onde foi recebido pela princesa Camesse do Lácio com quem se casou e teve filhos, dentre os quais Tiberinus (o Deus do rio Tibre). Após a morte de sua amada, governou sozinho e trouxe um tempo de paz e bem estar para todos, a famosa Idade de Ouro. Após sua morte tornou-se Deus por direitos adquiridos pelos atos praticados em sua vida e ganhou (não há referência exata de quem) o poder de saber do passado e do futuro.

Na realidade, Janus foi um homem muito inteligente que se casou com a rainha do Lácio e ao ficar viúvo, governou esta região como rei. No seu reinado, ele desenvolveu na região os seus conhecimentos científicos como a criação da moeda, o cultivo do solo e as leis, levando à região do Lácio, um período de paz e prosperidade. No Lácio, viveram os antigos Latinos, os Etruscos. Só ao morrer, Janus recebeu o status de deus, devido a sua vida dedicada às transformações.

Algumas vezes ele é associado a Ani (deidade etrusca) e com os gregos Zeus e Hermes. Também o ligam a São Pedro que é considerado o “porteiro dos céus” no cristianismo, mas sobre isso eu não me atrevo a discursar.


O primeiro de janeiro era dedicado pelos romanos para o seu Deus de portas e portões, Janus. Um Deus muito antigo italiano, Janus tem uma aparência distinta artística em que ele é comumente representado com dois rostos... Um em relação ao que está por trás e o outro olhando para o futuro. Assim, Janus é o representante da contemplação sobre os acontecimentos de um ano de idade ao olhar a frente para o novo. Algumas fontes afirmam que Janus foi caracterizado de uma forma tão peculiar, devido à noção de que portas e portões olham em duas direções.  Portanto, o Deus pode olhar para trás e para frente, ao mesmo tempo. Originalmente, Janus foi retratado com um rosto barbudo e o outro barbeado, jovem. O que pode ter simbolizado a lua e o sol, ou a maturidade e a juventude. Mais tarde, ele é freqüentemente mostrado com barbas em ambas as faces e com freqüência tem uma chave na mão direita. Muito cedo estátuas de Janus (em torno do século II AC) o descrevem com quatro faces.

Em seu papel como o guardião de saídas e entradas, Janus também era acreditado para representar começos. A explicação para essa crença sendo que um deve emergir através de uma porta ou um portão para entrar em um novo lugar. Portanto, os romanos também o consideravam como o Deus Janus de Iniciação e seu nome foi uma escolha óbvia para o  primeiro mês do seu ano... Um mês referido pelos romanos como Ianuarius, que não é tão distante do moderno "janeiro", retirado do jauna palavra etrusca, que significa "porta". Originalmente, porém, Janus foi homenageado no dia primeiro de cada mês, além de ser adorado no início da época de plantio e novamente no momento da colheita. A deferência também é paga a ele no começo mais importante na vida de uma pessoa... Como o nascimento ou casamento.

Em Roma, os templos dedicados a Janus eram numerosos, o mais importante é conhecido como o Geminus Ianus, com uma estrutura em portão, dupla (uma porta de frente para o sol nascente e o outro, o sol poente),  encontrada no Fórum Romanum através do qual os legionários romanos marcharam para a batalha. Este templo teve uma serventia particular, uma função simbólica. Quando as portas do templo eram fechadas, significava que a paz reinava dentro do Império Romano. Quando os portões eram abertos, isso significava que Roma estava em guerra. Entre os reinados de Numa e Augusto, os portões foram fechados apenas uma vez. Janus também tinha um templo no Fórum Olitorium e algum tempo durante o primeiro século, outro templo foi construído em sua honra no Fórum de Nerva. Este templo em particular, tinha quatro portais conhecidos como Quadrifons Ianus.

Janus era muito respeitado e altamente considerado como um deus pelos romanos e a sua imagem de dupla face pode ser encontrada na maioria dos portões da  cidade e muitas moedas romanas. Dado o seu papel de guardião dos portões, sua posição como o Deus de Iniciação e a estima de ter o primeiro mês do ano, nomeado em sua honra, é claro que Janus desempenhou um papel importante no mito e da religião romana. Ele era chamado no início de cada novo dia e muitas vezes referido como o porteiro dos Céus. Ele particularmente presidida tudo o que é de dois gumes na vida e representa a transição entre o primitivo e a civilização.


Esta “dualidade” do deus Janus, infelizmente ainda existe nos dias de hoje. A mão que acalenta é a mesma que fere, aquela mesma pessoa que em sua presença diz que te ama, que a amizade dispensada a você é verdadeira, é a mesma que te trai, te falseia, te apunhala pelas costas.

No mundo político esta prática virou moda. A dualidade está sempre na ordem do dia. Com certeza, todos eles devem ser fiéis adoradores deste deus.



Que janeiro seja a porta de entrada de boas energias para todos nós, que o futuro seja um desafio agradável e inspirador.

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