segunda-feira, 4 de abril de 2011

“Brasil, que envergonha!”

“Brasil, que envergonha!”
A Saúde Pública no Brasil é desumana!
Ricardo Martins
Uma vez mais retorno ao tema, assim como a TV , em um excelente trabalho da equipe de produção do programa Globo Repórter, apresentou e destacou na última sexta- feira, 1º de abril de 2011, o mesmo ocorrendo com a TV Record , no domingo, dia 03 de abril.
A Saúde Pública no Brasil é um retrato do desinteresse público e político, da falta de gestão, da irresponsabilidade governamental e de desumanidade. Sua situação é deplorável, deprimente e cruel.

O que foi retratado é a pura realidade! É o que acontece em todos os estados do país e na esmagadora maioria de hospitais e postos de saúde, nos grandes, médios e pequenos municípios. Um crime sem precedentes!

Desde o atendimento truculento e agressivo nas recepções, passando pelos  “agentes de segurança”, em sua grande maioria covardes e ignorantes, merecedores de uma boa e dolorida camaçada de pau, e também por  enfermeiros, médicos e administradores apáticos, indiferentes, brutos e omissos.

São todos cúmplices dos governos insensíveis e insensatos, que são os responsáveis pelo estado em que se encontra os serviços relativos a saúde pública oferecido aos brasileiros, aos cidadãos, a quem paga a conta. Isso, infelizmente não é diferente do INSS, da segurança pública, do estado lamentável das estradas, do sistema prisional e outros serviços públicos, também pagos pelo contribuinte, que são de péssima qualidade.

Em um país sério, com gente responsável e digna no comando, seria bem diferente, isso certamente não aconteceria, porém se assim fosse, diante do que foi retratado, muitos já estariam na cadeia.

Agora, aqui no Brasil,  recorrer a quem? Ao judiciário? Rsrsrsrsr! Desculpem, mas soa como brincadeira, não?

Corporativo, desinteressado e oportunista (agora querem esvaziar o CNJ) este judiciário que aí está não deve nem ter “assistido aos programas” e certamente desconhece o estado de coisas, a realidade Brasil afora, pois não entram nas filas, seus familiares idem, não necessitam de remédios e exames gratuitos, enfim, vivem em outro mundo.

Diante disso,  o que me causa espanto é o Ministério Público Federal e Estadual,  onde existem muitos promotores sérios e dedicados, não se manifestar publicamente, se bem que, coitados, sozinhos, fica difícil, pouco ou nada é possível fazer.

O que é fato, porém, é que as pessoas são maltratadas, tem que esperar por horas a fio, por um atendimento, meses por medicamentos ou exames, enfim, continuam morrendo nas filas do SUS. Um absurdo, uma vergonha, mais que isso, um crime! Alguém tem que fazer alguma coisa.

De nossa parte, o que nos resta  fazer? Explicitar e cobrar com veemência soluções e nas eleições escolher com melhor critério em quem votar.

domingo, 3 de abril de 2011

José Alencar morre e a hipocrisia vive...


http://ucho.info/de-frequentador-da-zona-a-critico-dos-juros-altos-jose-alenc...

No Brasil, a exemplo do que ocorre em boa parte do planeta, exigir coerência no mundo político é a mais hercúlea das tarefas. Quiçá não seja uma empreitada completamente impossível. Quando um político passa para o outro lado da vida, se é que isso de fato existe, suas mazelas chegam à sepultura muito antes do cadáver. O mau vira bom, o desonesto vira honesto, o implacável vira um coitado. Sem querer duvidar da sua honestidade, esse cenário já recobre a morte de José Alencar Gomes da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula da Silva (2003-2010), que morreu em São Paulo após mais de uma década de luta contra um câncer abdominal.


***
Supremo recebe ação sobre empresa de José Alencar
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u734955.shtml

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=3881052

Juiz nega recurso de José Alencar sobre paternidade
http://www1.folha.uol.com.br/poder/791897-juiz-nega-recurso-de-jose-alencar-s...

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,justica-reconhece-filha-de-jose-alencar-com-enfermeira,584875,0.htm

Empresa de José Alencar sofre investigação por doações eleitorais
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u632324.shtml

Empresários brasileiros fizeram lobby por "zona franca" no Haiti
http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2011/01/14/haiti-empresarios-brasi...

Coteminas perde recurso e pode entrar na lista suja do trabalho escravo
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1322574-9356,00-COTEMINAS+PERDE+RECURSO+E+PODE+ENTRAR+NA+LISTA+SUJA+DO+TRABALHO+ESCRAVO.html

Mãe assiste à filha morrer por falta de vaga em CTI infantil no Pará
Na maior emergência do Pará, não há pediatra na enfermaria infantil. Começa, então, uma mobilização para improvisar UTI para Ruth. Mas a menina morreu minutos após ser levada para o leito improvisado.

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2011/04/mae-assiste-filha-morrer-p...

Nesse hospital José Alencar nunca se tratou!

O plano de saúde do José Alencar
http://congressoemfoco.uol.com.br/coluna.asp?cod_publicacao=36563&cod_can...

Biografia:

José Alencar Gomes da Silva (Muriaé,17 de outubro de 1931 — São Paulo, 29 de março de 2011) foi um empresário e político brasileiro.

Foi senador pelo estado de Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011.

Foi um dos maiores empresários do estado de Minas Gerais. Construiu um império no ramo têxtil, sendo a Coteminas sua principal empresa. Elegeu-se vice-presidente da República do Brasil na chapa do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, conseguindo a reeleição em 2006, assegurando, portanto, a permanência no cargo até o final de 2010.

Nascido em Itamuri, no município de Muriaé, aos 17 de outubro de 1931, filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva, começou a trabalhar com sete anos de idade, ajudando o pai em sua loja. Tinha 14 irmãos e irmãs. Quando fez quinze anos, em 1946, foi trabalhar como balconista numa loja de tecidos conhecida por "A Sedutora". Em maio de 1948, mudou-se para Caratinga, para trabalhar na "Casa Bonfim". Notabilizou-se como grande vendedor, tanto neste último emprego, quanto no anterior. Ainda durante sua infância, entrou para o movimento escotista.

Aos dezoito anos, iniciou seu próprio negócio. Para isto contou com a ajuda do irmão Geraldo Gomes da Silva, que lhe emprestou quinze mil cruzeiros. Em 31 de março de 1950, abriu a sua primeira empresa, denominada "A Queimadeira", localizada na cidade de Caratinga. Vendia diversos artigos: chapéus, calçados, tecidos, guarda-chuvas, sombrinhas, etc. Manteve sua loja até 1953, quando decidiu vendê-la e mudar de ramo.

Iniciou seu segundo negócio na área de cereais por atacado, ainda em Caratinga. Logo em seguida participou - em sociedade com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes da Silva Filho - de uma fábrica de macarrão, a "Fábrica de Macarrão Santa Cruz".

No final de 1959 seu irmão Geraldo faleceu. Assumiu então os negócios deixados por ele na empresa União dos Cometas. Em homenagem ao irmão, a razão social foi alterada para Geraldo Gomes da Silva, Tecidos S.A.

Em 1963, constituiu a Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, que mais tarde passaria a se chamar Wembley Roupas S.A. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas. Em 1975, inaugurava a mais moderna fábrica de fiação e tecidos que o país já conheceu.

A Coteminas cresceu e hoje são onze unidades que fabricam e distribuem os produtos: fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno, para os Estados Unidos, Europa e Mercosul.

Na vida política, foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, presidente da FIEMG (SESI, SENAI, IEL, CASFAM) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Candidatou-se às eleições para o governo de Minas Gerais em 1994 e, em 1998, disputou uma vaga no Senado Federal, elegendo-se com quase três milhões de votos. No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infra-Estrutura - CI, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

Foi, ao início, um vice-presidente polêmico, ao assumir o cargo em 2003, tendo sido uma voz discordante dentro do governo contra a política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que mantém os juros altos na tentativa de conter a inflação e manter a economia sob controle.

Já a partir de 2004, passou a acumular a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa. Por diversas oportunidades, demonstrou-se reticente quanto à sua permanência em um cargo tão distinto de seus conhecimentos empresariais, mas a pedidos do presidente Lula, exerceu a função até março de 2006. Nesta ocasião, renunciou para cumprir as determinações legais com o intuito de poder participar das eleições de 2006. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Em 25 de janeiro de 2011, recebeu a medalha 25 de janeiro da prefeitura de São Paulo. Ao entregar a medalha ao ex-vice-presidente, a presidente Dilma Rousseff ressaltou: “Eu tenho certeza de que cada brasileira e brasileiro deste imenso país gostaria de estar agora em São Paulo – esta cidade-síntese do espírito empreendedor do país que completa hoje 457 anos de existência – para entregar junto conosco a Medalha 25 de Janeiro ao nosso eterno vice-presidente da República, José Alencar.” Já, Alencar disse: "Não posso me queixar. A situação está tão boa que não tem como melhorar, todo mundo está rezando por mim". Apesar de estar em uma cadeira de rodas, ele ainda até brincou com o público dizendo: "Aprendi com Lula que os discursos devem ser como um vestido de mulher: nem tão curtos que possam escandalizar, nem tão longos que possam entristecer".

José Alencar possuía um delicado histórico médico. A partir do ano 2000, enfrentou um câncer na região abdominal, tendo passado por mais de quinze cirurgias - uma delas com duração superior a 20 horas. Em sua longa batalha contra o câncer, submeteu-se a um tratamento experimental nos Estados Unidos, com resultado inconclusivo. Em 2010, após repetidas internações e intervenções médicas, decidiu desistir de se candidatar ao Senado.

No final de seu mandato como vice-presidente da República, em 2010, apresentava um complexo estado de saúde, sendo necessária até mesmo a interrupção do tratamento contra o câncer. No dia 22 de dezembro de 2010, foi submetido a uma cirurgia para tentar conter uma hemorragia no abdômen. No dia seguinte Lula e a então presidente eleita Dilma Rousseff visitaram-no no hospital Sírio-Libanês em São Paulo.

Em 9 de janeiro de 2011, o sangramento é controlado e ele deixa a UTI. No final do mesmo mês, sai do hospital para receber uma honraria da Prefeitura de São Paulo, recebendo alta pouco depois para que continuasse o tratamento em casa. Em 9 fevereiro, retorna à UTI devido a uma perfuração intestinal, sendo liberado no mês seguinte.

Voltou a ser internado em 28 de março, vindo a morrer no dia 29 devido a falência múltipla dos órgãos em decorrência do câncer na região abdominal.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva, que no momento da morte de Alencar se encontravam em Portugal por motivo da atribuição de um doutoramento honoris causa ao ex-presidente do Brasil concedido pela Universidade de Coimbra, anteciparam o seu regresso para o dia 30 de março. Dilma Rousseff ofereceu à família de Alencar o Palácio do Planalto para que o corpo seja velado e decretou um luto nacional de uma semana. Lula e Dilma acompanharam o velório em Brasília e Belo Horizonte.

A família de Alencar optou por sua cremação, em cerimônia realizada no dia 31 de março no Cemitério Parque Renascer, em Contagem.


23.07.2010

Do Blog Meu Araripe

A professora aposentada Rosemary Morais, 56 anos, disse que sua mãe, Francisca Nicoline de Morais, morta há sete meses, queria obter o reconhecimento da paternidade da filha pelo vice-presidente José Alencar “por uma questão de honra”. Nesta quarta (21), um juiz determinou que Alencar reconheça a paternidade de Rosemary, mãe de um filho, Gladston Morais, 26 anos. O advogado do vice-presidente informou que vai recorrer da decisão.

“Na época que era viva, minha mãe queria que resolvesse mais por questão de honra, para provar que ela falava a verdade”, afirmou. Rosemary conta que, há 14 anos, sua mãe ficou doente e decidiu contar sobre a identidade do pai. Segundo ela, Francisca mostrou a foto de um dos filhos de Alencar em um jornal e disse: “Este é seu irmão, filha”. “Ela me perguntou se eu reconhecia o rapaz e eu disse que não. Nunca tinha ouvido falar do Alencar antes desse dia”, lembrou a professora.

Segundo a professora, a mãe era enfermeira em Caratinga e teve um relacionamento com Alencar no início da década de 50. “Por ela ser muito humilde, ele [Alencar] deixou minha mãe de lado, não deu importância para a gravidez. Ela contava que ele não era de ficar presenteando. Ia na casa dela, dormia e no dia seguinte ia trabalhar. Não era um namoro de apaixonado. Era um caso apenas”, conta a professora aposentada. Mais aqui

quinta-feira, 31 de março de 2011

Doutrinação

Doutrinação
Pela editoria do site:   www.averdadesufocada.com

Pobre do povo que deixa que sua História seja reescrita. Assim como alguns jovens, com muito menos meios de comunicação existentes na época, foram levados a atos insanos no confronto com Órgãos de Segurança, essa nova geração está sendo doutrinada, diariamente. A história se reescreve de forma vergonhosa. Exemplo disso foi o Programa Conexão Repórter, exibido ontem no SBT, em que as arruaças, os assaltos a bancos, os assassinatos, os sequestros de diplomatas e de aviões, os "justiçamentos" e os atentados a bombas foram omitidos . O que a produção do programa apresentou foi o "massacre" de "inocentes úteis", doutrinados e insuflados por comunistas que tentavam derrubar o regime militar para implantar uma ditadura nos moldes de Cuba.
Preocupa-nos ver o desrespeito e a despreocupação com a História do Brasil por intelectuais e autoridades que ainda têm voz  e vez neste país.
O povo que não conhece o seu passado histórico corre o risco de vê-lo repetir-se. 
Para meditar“A incapacidade de um povo para perceber os perigos que o ameaçam é um dos sinais mais fortes da depressão autodestruiva que prenuncia as grandes derrotas sociais. A apatia, a indiferença ante o próprio destino, a concentração das atenções em assuntos secundários acompanhada de total negligência ante os temas essenciais e urgentes, assinalam o  torpor da vítima que, antevendo um golpe mais forte do que poderá suportar, se prepara, mediante um reflexo anestésico, para se entregar inerme e semidesmaiado nas mãos do carrasco, como o carneiro que oferece o pescoço à lâmina.
Mas quando o torpor não invade somente a alma do povo, quando toma também a mente dos intelectuais e a voz dos melhores, já não se ergue senão para fazer coro à cantilena
hipnótica, então se apaga a última esperança de um redespertar da consciência.”

Olavo de Carvalho - “O Jardim das Aflições” - Editora É Realizações

quarta-feira, 30 de março de 2011

Batalha inglória contra os juros

Batalha inglória contra os juros
30/3/2011 - 10:09:00  
Os juros altos continuam a gerar efeitos deletérios sobre a economia brasileira. Muitas das chamadas medidas "macroprudenciais" que o Banco Central vem adotando decorrem da necessidade de enfrentar os desequilíbrios gerados pela política monetária sobre o ambiente econômico. Esta é uma cruzada que, por mais que tenha tentado, o ex-presidente José Alencar não conseguiu vencer.
Ontem foi anunciado aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Serão cobrados 6% sobre captações externas que tenham prazo de até 365 dias. Para frear o crédito, o governo tenta impor uma trava a operações muitas vezes especulativas alimentadas à base dos juros campeões mundiais pagos pelo Brasil.
O que vinha acontecendo é que instituições financeiras daqui buscavam dinheiro barato emprestado no exterior e o repassavam a tomadores no Brasil. Pagavam lá foram algo próximo a zero e cobravam aqui dentro qualquer coisa acima da taxa básica de 11,75% ao ano. Descontados outros custos associados, só com isso ganhavam em torno de 8,75%. Negócio da China.
O Brasil pratica uma taxa real de juros de cerca de 6% anuais. A média mundial, consideradas as 40 principais economias, é de 0,9% negativo, segundo ranking elaborado pela Cruzeiro do Sul Corretora. Toda uma cadeia de impactos negativos surge daí - e não é preciso ser empresário nem ex-vice-presidente para enxergá-la.
O dinheiro farto e barato captado no exterior vem colaborando para inundar o mercado brasileiro de crédito, no qual o juro é alto e perdulário. Segundo dados divulgados ontem pelo BC, o volume de empréstimos cresceu 21% nos últimos 12 meses terminados em fevereiro e já representa 46,5% do PIB. O governo tentou, mas não conseguiu frear o galope.
Por sua vez, o crédito abundante cevado a juro alto alimenta a chamada "inflação de demanda" que a presidente da República teima em não ver. Se sobra dinheiro e se as oportunidades de emprego parecem ilimitadas no país, as pessoas tendem a consumir como nunca. Os preços reagem naturalmente, ou seja, sobem. Só Dilma Rousseff não admite esta lógica tão cartesiana.
Para a presidente, o que há é apenas um movimento global, influenciado por uma alta generalizada dos preços de commodities em todo o mundo. Sua visão das coisas, compartilhada e influenciada pelo ministro da Fazenda, não tem ajudado no combate à inflação. Pelo contrário.
Desde que Dilma explicitou esta profissão de fé, em entrevista publicada pelo Valor Econômico no último dia 17, as previsões do mercado sobre o comportamento da inflação só pioraram. Se na semana da entrevista prognosticava-se um IPCA de 5,82% para este ano, agora já se antevê a taxa atingindo 6%, segundo o boletim Focus do BC. Até as estimativas para o comportamento dos preços em 2012 - durante muito tempo estáveis - subiram.
Inflação em alta bate, inexoravelmente, no bolso dos cidadãos. Aliás, já está batendo. Entre outubro e fevereiro, o rendimento real médio dos trabalhadores caiu 1,5%, a maior perda em dois anos, segundo a Folha de S.Paulo. São R$ 23,58 a menos disponíveis na carteira.
Por si só, o crédito abundante também é fonte suficiente de preocupação. As famílias brasileiras já comprometem 24% da sua renda com o pagamento de dívidas. Trata-se de percentual tão alto quanto perigoso. Nos EUA, tidos como um país em que a fome dos cidadãos por consumo é desmesurada, a média é de 18%.
José Alencar faleceu ontem coberto de justas homenagens. Entre seus muitos atributos destacados nos obituários publicados nos jornais de hoje está a coerência de opiniões, em que se destacava a crítica à política de juros altos praticada pelo governo do qual fez parte. A maior homenagem que poderia agora lhe caber é os que o sucederam no Palácio do Planalto atentarem para a necessidade de mudar o andamento deste jogo.
Fonte: ITV

Copiar não é roubar

terça-feira, 29 de março de 2011

Hezbollah na Líbia significa Irã na Líbia

Hezbollah na Líbia significa Irã na Líbia


Que a Al Qaeda estivesse atuando na Líbia, convenham, era pule de dez. Imaginem, então, no Iêmen, que é onde ela tem instalada uma base de operação. O dado um tanto surpreendente é a presença do Hezbollah. E notem que a informação parte de um comandante da Otan (ver abaixo), não de algum emissário de Muamar Kadafi. O Hezbollah não existe como força independente. É um satélite do Irã. Evidentemente, não se trata de uma questão relgiosa. O xiismo não leva a menor chance na Líbia. A questão é de outra natureza: há um único país no Oriente Médio que se fortalece com a débâcle dos governos árabes: o Irã.
Mas fazer o quê? Cada um dos, digamos assim, “líderes” ocidentais tem seus motivos para lutar esta guerra: Obama tem eleições; Sarkozy, além das urnas, tenta esconder o dinheiro líbio que financiou sua campanha, e David Cameron, da Grã-Bretanha, quer mostrar que já é hominho. “Ah, isso não tem importância; os terroristas iriam mesmo se aproveitar!” Pois é… Acreditem, então, no secretário de Defesa dos EUA. Já volto ao assunto.
Por Reinaldo Azevedo




29/03/2011
 às 18:10

Comandante da Otan admite que Al Qaeda e Hezbollah estão atuando entre os rebeldes líbios! Quem está surpreso com isso? Só Obama e Arnaldo Jabor!

Pois é, amiguinhos…
Desde o primeiro dia, quando vi aquele monte de civis armados na Líbia, perguntei, como um Drummond assaltado pela metafísica no bonde: “Pra que tanto fuzil, meu Deus!?” Quer dizer, eu sabia pra quê… Eu indagava mesmo é de onde eles haviam surgido. E chamei aquilo de “guerra civil”. Como Muamar Kadafi falou a mesma coisa, a companhia era incômoda, eu sei…
Aí o tirano afirmou que a Al Qaeda estava metida entre os rebeldes que enchem de poesia o coração de Arnaldo Jabor e Clóvis Rossi. Como dar crédito a um vagabundo como ele?
De todo modo, Tio Rei sempre olhou aquela coisa com ceticismo, né? E passou a temer o óbvio: que as impotências ocidentais, lideradas por um amador nascido para ser modelo de estátua, esteja renunciando ao conhecido sob controle para aderir ao desconhecido descontrolado. Parecem categorias metafísicas, mas não são. Daqui a pouco, vocês verão que Robert Gates, secretário de Defesa dos EUA, dará bastante concretude a essa perspectiva… Leiam o que informam Missy Ryan e Susan Cornwell, da Reuters:
Informações da inteligência sobre as forças rebeldes que combatem o líder líbio Muamar Kadafi indicam sinais da presença da Al Qaeda e do Hezbollah, mas ainda não há um quadro detalhado sobre a oposição emergente, disse o principal comandante de operações da Otan na terça-feira. “Estamos examinando com muita atenção o conteúdo, a composição, as personalidades, quem são os líderes dessas forças de oposição”, disse o almirante James Stavridis, comandante supremo da Otan para a Europa e também comandante do Comando Europeu norte-americano, durante um depoimento ao Senado dos EUA.
Na terça-feira, as tropas de Kdafi reverteram a investida rumo a oeste das forças rebeldes, enquanto as potências mundiais se reuniram em Londres, mais de uma semana depois do lançamento da campanha militar destinada a proteger civis líbios. Embora Stavridis tenha afirmado que a liderança da oposição parece ser composta por “homens e mulheres responsáveis” lutando contra Kadafi, ele disse que “observamos na inteligência sinais possíveis da Al Qaeda e Hezbollah. Temos visto coisas diferentes.”
“Mas neste momento não tenho detalhes suficientes para dizer que há uma presença significativa da Al Qaeda ou qualquer outra presença terrorista”, afirmou ele. O Pentágono diz que não está se comunicando oficialmente com os rebeldes líbios. Os comentários de Stavridis foram feitos um dia depois de o presidente Barack Obama defender sua posição pela ação na Líbia num pronunciamento na TV aos norte-americanos, que estão preocupados com mais uma guerra, enquanto as tropas dos EUA já estão no Afeganistão e no Iraque.
Embora Obama tenha dito que Kadafi deve deixar o poder, ele salientou que a missão militar aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) limita-se a proteger os civis e a garantir uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
Por Reinaldo Azevedo

Governo da Síria decide suspender lei de emergência

Síria

Síria (em árabe: سورية sūriyyaħ ou سوريا sūriyā), oficialmente República Árabe da Síria (em árabe: الجمهورية العربية السورية al-jumhūriyyaħ al-ʕarabiyyaħ as-sūriyyaħ), é um país árabe no Sudoeste Asiático, e faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel no sudoeste, Jordânia no sul, Iraque a leste, e Turquia no norte.

O nome Síria, antigamente compreendia toda a região do Levante, enquanto atualmente abrange os locais de antigos reinos e impérios, incluindo as civilizações de Ebla do III milênio a.C. Na era Islamica, sua capital, Damasco, foi a capital do Império Omíada e a capital provincial do Império Mameluco. Damasco é largamente reconhecida como uma das cidades mais antigas continuadamente habitadas do mundo.

A Síria de hoje foi criada como mandato francês e obteve sua independência em Abril de 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949-1970. Síria esteve sob Estado de sítio desde 1962, que efetivamente suspendeu a maioria das proteções constitucionais aos cidadãos. O país vem sendo governado pelo Partido Baath desde 1963, embora o poder atual esteja concentrado na presidência e um pequeno grupo de políticos e militares autoritários. O atual presidente da Síria é Bashar al-Assad, filho de Hafez al-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000. Síria tem uma grande participação regional, particularmente através do seu papel central no conflito árabe com Israel, que desde 1967 ocupou as Colinas de Golã, e pelo envolvimento ativo nos assuntos libaneses e palestinos.

A população predominante é de muçulmanos sunitas, mas com uma significante população de Alauitas, Drusos e minorias cristãs. Desde a década de 1960, oficiais militares Alauitas tem dominado o cenário político do país. Etnicamente, cerca de 90% da população é árabe, e o estado é governado pelo Partido Baath de acordo com princípios nacionalistas árabes, dos quais aproximadamente 10% pertencem à minoria curda.

A Síria possui uma história muito antiga, desde os arameus e assírios, marcada fortemente pela influência e rivalidade de Mesopotâmia e Egito. Depois de ser ocupada pelos persas, a Síria foi conquistada por Alexandre III da Macedónia. Na época helenística passou a ser centro do reino dos selêucidas e se converteu em uma província romana no século I a.C.. Grandes cidades se desenvolveram nessa região como a mítica Palmira, uma das mais originais e descanso de caravanas.

Com a ascensão do islamismo, a Síria foi um dos focos mais importantes da civilização árabe, sobre tudo na época do califado omíada (660-750), centrado em Damasco, e da dinastia hamdanita (944-1003), centrado em Alepo. Porém, pela sua situação, foi objeto de ambição estrangeira o que conduziu a divisão do seu território. Os cruzados se estabeleceram na Síria durante algum tempo e construíram importantes fortificações, como o Krak dos Cavaleiros. Finalmente, em 1516, Síria passou a formar parte do Império Otomano.

Turca até 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial a Síria foi então dividida em duas partes: uma sob mandato francês, que compreendia a Síria e o Líbano atual, e a outra baixo mandato britânico, composta por Palestina, Transjordania (atualmente Israel e Jordânia) e Iraque.

O país conseguiu a independência em 1946. Em 1948, entrou em guerra com Israel, saindo desta perdedora. Sofreu ainda numerosos golpes militares. Em 1958, uniu-se ao Egito para formar a República Árabe Unida (R.A.U.), da qual se separou depois do levantamento militar de 28 de setembro de 1961, convertendo-se em República Síria e, depois da tomada de poder em 1963 pelo Partido Baath, socialista e nacionalista, que empreendeu uma série de profundas reformas sociais e econômicas, ficando constituída como República Popular da Síria em 1964.

Em 1966, o país aliou-se de novo ao Egito e, em 1967, viu-se envolvido na Guerra dos Seis Dias. Mais tarde, em 1973, atacou Israel, na chamada Guerra do Yom Kippur; em maio de 1974 foi feito o acordo de retirada das tropas. Interferiu na defesa do Líbano contra Israel, em 1978. Partidária da causa palestina, mostrando-se contra as negociações de paz egipcio-israelitas, que ocorreram depois da viagem de Anwar Sadat a Jerusalém. As negociações empreendidas em 1979 com o Iraque, encaminhadas a uma fusão de ambos os países não prosperaram (naquele mesmo ano romperam-se as relações entre ambos devido à implicação do Baath iraquiano num atentado em Damasco). Em 1980, realizou-se uma outra tentativa de união, desta vez com a Líbia, que também faliu.

O conjunto de comunidades étnicas e religiosas que constituem o país, tanto muçulmanas como cristãs, assim como o ressurgimento do integralismo islâmico, criaram situações difíceis ao presidente Hafez al-Assad, de orientação laica e socialista. Não obstante, foi reeleito em 1980 como secretário-geral do Baath, o que reforçou seu poder. No mesmo ano, um tratado de cooperação com a União Soviética deu a al-Asad o papel de representante dos interesses soviéticos na região e lhe permitiu contar com sofisticado armamento de origem soviética. Simultaneamente à crescente deterioração das relações com Israel, a Síria passou a controlar militarmente o norte do Líbano, onde sustentou encontros com as forças de Israel e se opôs a presença de forças americanas. A Síria se caracterizou, durante a permanência de suas tropas no Líbano, pela sua oposição a todos os planos de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, e por proteger Damasco das facções da OLP opostas a Yasser Arafat, enquanto no Líbano a figura de al-Asad aparecia a princípios de 1986 como a do inevitável mediador para qualquer solução de fundo nos assuntos político-religiosos daquele país. Em 1992 foi reeleito. Na primeira Guerra do Golfo se opôs ao Iraque, participou de processo de paz em Madri, no ano de 1991.


Não se trata de um país grande uma vez que Síria tem uma área de só 185.000 km quadrados. A oeste faz limites com Mar Mediterrâneo, Líbano, e Israel, ao sul com Jordânia a leste com Iraque e Turquia. O país esta dividido geograficamente em quatro regiões:

A faixa costeira, fértil, com 180 km de costa abrupta e rochosa, que se estende entre o Líbano e Turquia. As colinas Ansariyah (Jebel an-Nusariyah) formam praticamente a costa norte, e servem de base ao Sahl Akkar (planalto Akkal) ao sul. Os planos aluviais férteis são intensamente cultivados durante todo ano. Os portos mais importantes são Latakia e Tartesos. Em Baniyas existe uma refinaria de petróleo.

As montanhas, Jebel an-Nusariyah formam uma cordilheira que se estende de norte a sul no interior da faixa costeira. A altura media é de 1.000 m. São freqüentes as nevadas em seus picos no inverno. A faixa dos montes do planalto marcam a fronteira entre Síria e Líbano com uma altura média de 2.000 m. A montanha mais alta da Síria é Jebel ash-Sheikh, conhecido na Bíblia como Monte Hermon, com 2.814 m. O maior rio que nasce nessa cordilheira é o Barada. Outras regiões menores incluem o Jebel Druso, ao sul perto da fronteira com Jordânia e o Jebel Abu Rujmayn ao norte de Palmira.

A estepe, exceto a costa de clima ,mediterrâneo, e nas montanhas e regiões banhadas pelos rios, predomina a estepe. Aí se encontra Damasco, Homs, Hama, Alepo, Deir Ezzour, Hassake e Qamishle, banhada pelo Orontes, o Eufratres, e o Khabour.

O deserto conta com alguns grandes oásis como o de Palmira. Sua privilegiada situação no meio de ricas terras produtoras de cereais, algodão, e leguminosas, lhe a dado o papel de importante mercado agrícola. O deserto ocupa o sudoeste do país, onde acampam os beduínos com seus milhões de cabeças de gado bovino.

Síria além disso esta cortada pelos oleodutos levam seu petróleo juntamente com o do Iraque e Arábia em direção a costa libanesa pôr um lado, e por outro em direção a Baniyas, localidade perto de Latakia, principal porto comercial sírio.

A maioria da população da Síria vive no vale do rio Eufrates, uma faixa fértil entre as montanhas costeiras e o deserto.

A maioria da população é de origem semita. Os muçulmanos são cerca de 90% do total, sendo 74% Sunitas e 15% outros, incluindo os alawitas, os xiitas e os druzos. A maioria dos 10% restantes são cristãos. Existem cidades como Khabab, no governadorato de Dara e Maalula, que são inteiramente católicas. Há ainda uma pequena (cerca de 4500 pessoas) comunidade de judeus sírios.

A Síria é uma república parlamentar. No entanto, os seus cidadãos votam desde 1970 por um presidente e deputados duma lista única organizada pelo partido Ba'ath . O presidente Hafez al-Assad foi "eleito" desta forma para cinco mandatos consecutivos e, com a sua morte, o seu filho Bashar al-Assad foi escolhido para o suceder e confirmado por um "referendo" em Julho de 2000.

Moeda: libra síria; cotação para US$ 1: 46 (jul./2000). PIB: US$ 17,4 bilhões (1998). PIB agropecuária: 25,9%; PIB indústria: 27,2%; PIB serviços: 46,9% (1997). Crescimento do PIB: 5,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 1.020 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: algodão em pluma, frutas, legumes e verduras, azeitona. Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves. Pesca: 7,7 mil t (1997). Mineração: gás natural, petróleo, fosforito. Indústria: química, petróleo, carvão, petroquímica, têxtil, couro, calçados, alimentícia, bebidas. Exportações: US$ 2,8 bilhões (1998). Importações: US$ 4,5 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália, França, Arábia Saudita, Turquia.

A Síria conserva atividades artesanais tradicionais, como o trabalho em metal, ebanisteria, tafiletería e trabalhos em seda. Ainda se pode encontrar em Damasco, Hama e Aleppo tecedores de seda trabalhando em seus teares de madeira, como faziam seus ancestrais em Ebla a tempos atrás. Sopradores de vidro em fornos de cerâmica recordam a seus antepassados que inventaram como colorir o vidro a 3.000 anos atrás. Os artistas ainda desenham heróis épicos quase idênticos aos que estão gravados nas pedras por seus antepassados do ano 3.000 antes de Cristo.

No terreno arqueológico Síria conta com uma importante história. Entre 660 e 750, Damasco viveu uma idade de ouro com a Dinastia dos Omeyas que determinou a aparição de um grandioso estilo arquitetónico composto, que combinava influencias antigas e bizantinas com tradições sírias e mesopotâmicas.

A arquitetura civil atingiu um refinamento inigualado quando os turcos estenderam sua hegemonia sobre Síria no século XVI. A arte da corte otomana outorga preponderância a decoração, que mistura delicados motivos vegetais com caligrafias sutis.

Durante todo ano se celebram na Síria acontecimentos culturais interessantes. Exposições, leituras e seminários são propostos nas Universidades, museus e centros culturais. A pintura e escultura dos artistas locais são expostos em galerias privadas em todo país. Entre os artistas de renome figura o pintor Fateh Mudarress, Turki Mahmud Beyk, Naim Ismail, Maysoun al-Jazairi, Mahmud Hammad y Abd al-Qader Arnaout entre otros.

A repressão política manteve a produção literária quase morta. Com exceção ao autodidata Zakariya Tamir, que viveu em exílio em Londres desde 1978. Sua obra gira em torno da vida diária na cidade, marcada pela frustração e desespero nascidas da opressão social.

Um grande número de festivais musicais acorrem regularmente na Síria. Destaca-se o Festival de Música de Câmara de Palmira. A televisão conta com dois canais, um em árabe e outro inglês e francês. Além de jornais em árabe, existem jornais locais em inglês.