sábado, 12 de fevereiro de 2011

OPOSIÇÃO TAMBÉM PROTESTA NA ARGÉLIA

Sábado, Fevereiro 12, 2011

OPOSIÇÃO TAMBÉM PROTESTA NA ARGÉLIA

Dezenas de pessoas foram detidas neste sábado, 12, quando participavam da manifestação convocada em Argel contra o regime político do presidente Abdelaziz Bouteflika, informaram à Agência Efe fontes da mobilização civil. O porta-voz da legenda opositora Reunião pela Cultura e Democracia (RCD), Mohsen Belabes, disse à Agência Efe que o número de detidos poderia chegar a mil, mas militantes da Liga Argelina dos Direitos Humanos (LADDH) estimaram a quantidade em mais de 200.A manifestação originou uma grande expectativa no país, especialmente após a renúncia na sexta-feira do presidente egípcio Hosni Mubarak.
Cerca de 3 mil manifestantes permanecem aglomerados nas imediações da praça Primeiro de Maio, no centro de Argel, onde um forte cordão policial impediu os protestos previstos. A passeata estava marcada para ter início nesta manhã, mas a maioria dos manifestantes está bloqueada em uma rua adjacente, impedida pela tropa de choque da Polícia, que busca dispersá-los.
O presidente da LADDH, Mustapha Bouchachi, discursou aos manifestantes, pedindo-os que abandonem a manifestação para evitar confrontos, mas a maioria persiste em sua tentativa de protestar de forma pacífica para pedir mudanças no regime.
"Estamos fartos deste poder", gritavam os manifestantes, muitos deles jovens, de diversas classes sociais. Eles empunhavam cartazes com lemas como "abaixo o sistema" e "queremos um país administrado pelos jovens, e não pelos velhos".
São vários os policiais uniformizados e à paisana que se misturam ao grupo de manifestantes. Tal como Bouchachi declarou à Agência Efe, as forças de segurança "cortaram todos os acessos à capital e impediram a chegada de manifestantes de outras regiões à capital", enquanto o transporte público foi suspenso - não circulam ônibus nem trens."É aberrante que o regime argelino impeça a expressão pacífica dos cidadãos", destacou Bouchachi. 
A capital do país já amanheceu tomada por milhares de policiais, com centenas de furgões e veículos antidistúrbios estacionados em todos os lugares estratégicos do centro da capital e nos principais pontos do percurso programado para a manifestação.
Caminhões equipados com canhões de água, tanques e agentes com metralhadoras nas mãos estão destacados em torno dos edifícios e sedes oficiais do centro de Argel, enquanto centenas de veículos policiais patrulham incessantemente as ruas da cidade. Além disso, vários helicópteros da Polícia sobrevoam o centro da cidade desde a manhã deste sábado.
Alguns veículos da imprensa argelina asseguram que as forças policiais foram proibidas de utilizar fogo real durante o protesto, embora tenham recebido instruções de evitar qualquer distúrbio.
Em 22 de janeiro foi organizada outra manifestação em Argel pelo partido opositor Reagrupamento Constitucional Democrático (RCD), cujo desenvolvimento foi impedido pela Polícia. Na ocasião, seus dirigentes denunciaram que fora impedido o acesso à capital de centenas de manifestantes procedentes da Cabília e de outras regiões. Do portal do Estadão

Conhecendo mais um pouco sobre o país:

Argélia

Argélia ou Algéria (em arabe: الجزائر, transl. al-Jazā’ir; em tamazight: Dzayer), oficialmente a República Argeliana Democrática e Popular, é um país da África do Norte que faz parte do Maghreb. Sua capital é Argel, é situa-se ao norte, sul da costa do mediterrâneo. Com uma superfície de 2 381 741 km², ele é o maior país próximo ao Mediterrâneo e o segundo mais extenso da África, sendo apenas menor que o Sudão. Ele partilha suas fronteiras terrestres ao nordeste com a Tunísia, a leste com a Líbia, ao sul com o Níger e o Mali, a sudoeste com a Mauritânia e o território contestado do Saara Ocidental, e ao oeste com o Marrocos.
A Argélia é membro da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Africana (UA) e da Liga Árabe praticamente depois de sua independência, em 1962. Argélia integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em 1969. Em fevereiro1989, a Argélia participou com os outros Estados maghrebes, para a criação da organização da União do Maghreb Árabe (UMA).
A Constituição argeliana define "o islã, o árabe e o berberes" como "componentes fundamentais" da identidade do povo argeliano e do país como a terra do Islã, parte integrante do Grande Maghreb, Mediterrâneo e África.
A Argélia tem sido habitada pelos berberes desde pelo menos 10.000 a.C. A partir de 1.000 a.C. os cartagineses passaram a exercer influência sobre os berberes ao instalarem assentamentos ao longo da costa. Os primeiros reinos berberes começaram a surgir, destacando-se o reino da Numídia, e aproveitaram a oportunidade oferecida pelas guerras púnicas para se tornarem independentes de Cartago. Sua independência, no entanto, não durou muito já que em 200 a.C. eles foram anexados por Roma, então uma república. Com a queda do Império Romano do Ocidente os berberes tornaram-se independentes outra vez retomando o controle da maior parte do seu antigo território, com exceção de algumas zonas que foram ocupadas pelos Vândalos que por sua vez foram expulsos pelos bizantinos. Com sua vitória o Império Bizantino manteve, ainda que com dificuldades, o domínio sobre a parte leste do país até à chegada dos Árabes no século VIII.
A Argélia foi anexada ao Império Otomano por Khair-ad-Don e seu irmão Aruj que estabeleceram as atuais fronteiras argelinas ao norte e fizeram da costa uma importante base de corsários. As atividades dos corsários atingiram seu pico por volta do século XVII. Ataques constantes a navios norte americanos no mediterrâneo resultaram na primeira e segunda guerra berbere. Sob o pretexto de falta de respeito para com seu cônsul a França invade a Argélia em 1830. A forte resistência de personalidades locais e da população dificultou a tarefa da França, que só no século XX obtém o completo controle do país.
Mesmo antes da obtenção efetiva desse controle, a França já havia tornado a Argélia parte integrante de seu território, uma situação que só acabaria com o colapso da Quarta República. Milhares de colonizadores da França, Itália, Espanha e Malta se mudaram para a Argélia para cultivar as planícies costeiras e morar nas melhores partes das cidades argelinas, beneficiando-se do confisco de terras populares realizado pelo governo francês. Pessoas de descendência europeia (conhecidos como pieds-noirs), assim como judeus argelinos eram considerados cidadãos franceses, enquanto que a maioria da população muçulmana argelina não era coberta pelas leis francesas, não tinha cidadania francesa e não tinha direito a voto. A crise social chegou ao seu limite neste período, com índices de analfabetismo subindo cada vez mais enquanto que a tomada de terras desapropriou boa parte da população.
A Argélia é obrigada a enfrentar uma guerra prolongada de libertação em virtude da resistência dos colonos franceses (apelidados na metrópole de pieds noirs, ou pés pretos), que dominam as melhores terras. Em 1947, a França estende a cidadania francesa aos argelinos e permite o acesso dos muçulmanos aos postos governamentais, mas os franceses da Argélia resistem a qualquer concessão aos nativos. Nesse mesmo ano é fundada a Frente de Libertação Nacional (FLN), para organizar a luta pela independência. Uma campanha de atentados anti-árabes (1950-1953) desencadeada por colonos direitistas, tem como reação da FLN uma onda de atentados nas cidades e guerra de guerrilha no campo. Em 1958, rebeldes exilados fundam no Cairo um governo provisório republicano. A intervenção de tropas de elite da metrópole (Legião Estrangeira e pára-quedistas) amplia a guerra. Ações terroristas, tortura e deportações caracterizam a ação militar da França. Os nacionalistas e oficiais ultradireitistas dão um golpe militar na Argélia em 1958.
No ano seguinte o presidente francês, Charles de Gaulle, concede autodeterminação aos argelinos. Mas a guerra se intensifica em 1961, pela entrada em ação da organização terrorista de direita OAS (Organização do Exército Secreto), comandada pelo general Salan, um dos protagonistas do golpe de 1958. Ao terrorismo da OAS a FLN responde com mais terrorismo. Nesse mesmo ano fracassam as negociações franco-argelinas, por discordâncias em torno do aproveitamento do petróleo descoberto em 1945. Em 1962 é acertado o Armistício de Evian, com o reconhecimento da independência argelina pela França em troca de garantias aos franceses na Argélia. A República Popular Democrática da Argélia é proclamada após eleições em que a FLN apresenta-se como partido único. Ben Bella torna-se presidente.
Com a saída dos franceses, após a independência, os cristãos ficaram reduzidos a 1% da população, dos quais, 0,5% são estrangeiros. Foi aprovado o Decreto 06-03 que restringe cultos não islâmicos e a minoria cristã passou a ser perseguida. Apesar da legislação local tentar evitar medidas extremas contra minorias religiosas, incidentes contra pregadores e padres são constantes, em dezembro de 2009, uma igreja foi incendiada e seu pastor ameaçado.
A Argélia tem duas regiões geográficas principais, a região norte, e a região do deserto do Saara, na região ao sul do país. A região norte é formada por quatro zonas: uma pequena faixa de planície acompanhando a costa do Mediterrâneo; a região da cadeia de montanhas do Atlas, que possuem um clima mediterrâneo e solo fértil abundante; a região semi-árida e parcamente povoada do Chotts, o qual contém lagos salgados (chotts) e onde se localizam em maior número os criadores de ovelhas e cabras; e a região das montanhas do Atlas do Saara, uma série de montanhas e massivos, também sendo uma região semi-árida e usada essencialmente como pastagem. O rio Chéliff é o maior do país.
O norte argelino está sujeito a terremotos e, como em 1954, 1980 e 2003, pode devastar, matar e ferir milhares de pessoas.
A maioria da região árida do Saara é coberta com cascalhos e pedras, com pouca vegetação; há também grandes áreas de dunas de areia no norte e no leste. Alguns oásis importantes são: Touggourt, Biskra, Chenachane, In Zize, e Tin Rerhoh.
A maior parte da área costeira da Argélia é acidentada, por vezes mesmo montanhosa, e há poucos bons portos. A área imediatamente a sul da costa, conhecida como o Tell, é fértil. Mais para sul situam-se os montes Atlas e o deserto do Saara. Argel, Oran e Constantina são as principais cidades.
O clima da Argélia é árido e quente, se bem que o clima da costa seja suave, e os invernos nas áreas montanhosas possam ser rigorosos. A Argélia é afetada pelo siroco, um vento quente e carregado de pó e areia, especialmente comum no verão.
A população da Argélia ascende a 32.531.853 habitantes (2005). Mais de 75% falam berbere (cerca de 25 milhões de habitantes) e mais de 85% falam o árabe clássico é o mais falado (cerca de 28 milhões de habitantes), as duas línguas oficiais. Entre 25% e 33% da população fala francês (cerca de 9 a 11 milhões de habitantes). Na Argélia, os árabes normalmente usam uma variante do idioma local, que difere em parte, da língua árabe clássica. Desde a independência, os governos da Argélia têm procurado promover a expansão do árabe clássico, as expensas das variantes locais, e em contraste com francês e tamazigth. Estima-se que em 2025 a população seja cerca de 44 milhões de habitantes.
Dos milhões de colonos franceses que viviam na Argélia antes da independência, há agora 576 mil. A adição de todos os europeus e seus descendentes é estimada para formar 18% da população da Argélia (6,5 milhões).
Em muitos lares argelinos, há pelo menos duas televisões, uma para mulheres e menores (com canais que transmitem a sua produção em árabe), e um para os homens adultos (com canais que a programação televisiva em francês). A língua dentro do governo argelino e a política é o árabe, enquanto a maioria que usa a linguagem para o comércio e a cultura usa o francês (embora não seja oficial, o francês é a segunda língua). O tamazigth é frequentemente marginalizada pelo Estado, mas um resultado da pressão dos berberes foi finalmente reconhecido como língua cooficial na Argélia.
A taxa de mortalidade infantil é 31,1 por mil e a expectativa de vida de 72,3 anos. Fora das grandes cidades, a assistência médica é rudimentar. A taxa de fecundidade é de 2,38 filhos por mulher, uma das mais baixas do continente africano.
O valor do Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,754 (2007) e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,687 (2001).
Cidades mais populosas da Argélia
PosiçãoCidadeProvínciaPopulaçãoPosiçãoCidadeProvínciaPopulação
1ArgelArgel3 518 08311BiskraBiskra207 987
2OrãOrã771 06612TébessaTebessa203 922
3ConstantinaConstantina507 22413TiaretTiaret198 213
4AnnabaAnnaba383 50414OuarglaOuargla183 238
5BatnaBatna317 20615BugiaBugia182 131
6BlidaBlida264 59816SkikdaSkikda178 687
7SetifSetif246 37917TlemcenTlemcen172 540
8ChlefChlef235 06218Bordj Bou ArreridjBordj Bou Arreridj167 230
9DjelfaDjelfa221 23119BécharBéchar157 430
10Sidi Bel AbbesSidi Bel Abbes208 49820MédéaMédéa155 852

Religião

99% da população são de muçulmanos, 1% é católica. Há uma pequena minoria judaica (500 por todo o país) que vive na Argélia, principalmente em Argel. O resto da grande população judaica prévia à criação de Israel fugiu ou foi expulsa depois da independência do país.
A Argélia é governada sob a Constituição de 1976, a qual foi revisada inúmeras vezes. O poder Executivo é liderado pelo Presidente, que é eleito pelo voto popular para um mandato de 5 anos. O primeiro-ministro é indicado pelo presidente. O Parlamento bicameral consiste em 380 cadeiras para a Assembleia Nacional Popular e 144 assentos no Conselho de Nações. O sistema legal argelino é baseado nas leis francesa e islâmica.
Após a independência, a Frente de Libertação Nacional (FLN) torna-se o único partido do país. Após os motins de outubro de 1988 o multipartidarismo é instaurado. O país conta com mais de 30 partidos políticos, porém o mais importante continua sendo a FLN.
A imprensa argelina obteve uma relativa independência nos anos 90, apesar do assassinato de vários jornalistas. Em contrapartida, o Estado manteve seu monopólio no setor audiovisual. Desde 2004, a imprensa enfrenta novamente uma pressão das autoridades. A década de terrorismo entre 1992 e fim dos anos 90 custou a vida de vários jornalistas, intelectuais e agentes de Estado. 1992 é o ano da instauração do estado de urgência. Esta foi decretada pelo Exército após a vitória dos islamistas do FIS (Frente Islâmica de Salvação) nas eleições legislativas. Em 1999, e novamente em 2005, a política de paz e segurança nacional levada a cabo pelo presidente Bouteflika tenta erradicar os focos radicais.
A Argélia é dividida em 48 wilayas. Além da capital, as maiores cidades incluem Annaba, Blida,Constantina, Mostaganem, Oran, Setif, Sidi Bel Abbes, Skikda e Tlemcen.


O setor dos hidrocarbonetos é o pilar da economia da Argélia, sendo responsável por cerca de 60% das receitas orçamentais, 30% do PIB e mais de 95% das receitas de exportação. A Argélia tem a sétima maior reserva de gás natural do mundo e é o segundo maior exportador de gás. É ainda o 14º país com maiores reservas de petróleo.
As finanças argelinas em 2000 e 2001 beneficiaram dos aumentos nos preços do petróleo e de uma política fiscal apertada por parte do governo, que levou a um grande aumento no excedente comercial, a máximos históricos nas reservas de divisas e a uma redução na dívida externa. Os esforços do governo para diversificar a economia através da atração de investimento estrangeiro e doméstico fora do setor energético tem tido pouco sucesso na redução do elevado nível de desemprego e na melhoria do nível de vida. Em 2001, o governo assinou um Tratado de Associação com a União Europeia que irá, eventualmente, baixar as tarifas e aumentar as trocas comerciais. A dívida externa da Argélia foi em 2004 de 21,9 bilhões de dólares, contra US$ 24 bilhões em 2000.
Educação é oficialmente compulsória na Argélia para crianças com idade entre 6 e 15 anos. Em 1997 havia uma quantidade enorme de professores e estudantes nas escolas primárias.
Na Argélia há 43 universidades, 10 colégios, e 7 instituições de ensino superior. A University of Algiers (fundada em 1909), localizada na capital da Argélia, possui cerca de 267,142 estudantes.
O sistema escolar da Argélia é estruturado em níveis "Básico", "Secundário geral", "Secundário Técnico":
  • Básico: Ecole fondamentale (Escola Fundamental)
    Duração: 16 anos
    Faixa de idade: 6 a 15
    Certificado/diploma recebido: Brevet d'Enseignement Moyen B.E.M.
  • Secundário geral: Lycée d'Enseignement général (Escola de ensino geral), lycées polyvalents (Escola de propósitos gerais)
    Duração: 3 anos
    Faixa de idade: 15 a 18
    Certificado/diploma recebido: Baccalauréat de l'Enseignement secondaire
    (Bachelor's Degree of Secondary School)
  • Secundário Técnico: Lycées d'Enseignement technique (Escola Técnica)
    Duração: 3 anos
    Certificado/diploma recebido: Baccalauréat technique (Technical Bachelor's Degree)
A grande maioria dos argelinos são descendentes de árabes e berberes; os berberes, a partir do século VII adotaram a língua árabe e o islamismo dos poucos árabes que habitavam a região.
A Argélia conheceu um período de esplendor cultural na época do domínio almôada, nos séculos XII e XIII, que coincidiu com o apogeu da civilização andaluza. A influência berbere se manifestou sobretudo no campo da literatura, em que se destacaram os poetas al-Qalami (século XII) e Ibn al-Qafun. Mais tarde continuou-se a cultivar as ciências e os estudos de tecnologia, história e direito, até que, com o início da colonização francesa em 1830, a cultura argelina se foi assimilando progressivamente à da metrópole. O árabe se manteve como língua literária na obra de alguns autores nativos, como os dramaturgos Ksentini e Mahiedine, além do poeta Mohamed al-Id, e ganhou novo impulso depois da independência, embora o francês continuasse a ser amplamente utilizado.


Língua

Atualmente o árabe é a língua principal. Cerca de 15% da população ainda fala a língua berbere; estes habitantes vivem maioritariamente nas regiões do norte do país, mas também incluem os tuaregues do Saara. A francês é largamente falada, e cerca de 1% da população argelina é descendente europeia, e antes da independência os europeus eram 10% da população. A questão da língua é um problema crucial na Argélia, devido à política de arabização feita pelo Estado , devido à resistência dos falantes da língua berbere e dos favoráveis ao uso do francês. Nem a língua berbere nem o francês possuem o status de língua oficial, este lugar quem ocupa é a língua árabe, já que o presidente Abdelaziz Bouteflika negou tal status aos berbere em 2002, e novamente em setembro de 2005, o que causou grande revolta e um boicote por parte dos berberes ao referendo pela paz e conciliação nacional, realizado em 29 de setembro de 2005.





A mudança nas regras não encerrou a farra dos passaportes imorais

Augusto Nunes
10/02/2011

A mudança nas regras não encerrou a farra dos passaportes imorais

Certos atos de sabujice exigem mais audácia do que qualquer demonstração de bravura em combate. Se valessem condecorações, o smoking do ex-chanceler Celso Amorim estaria tão enfeitado quanto a farda de um herói da Segunda Guerra Mundial. E o dono continua em ação, avisaria a medalha conquistada em 29 de dezembro de 2010, quando concluiu o monumento à vassalagem erguido ao longo de oito anos com a entrega de passaportes diplomáticos aos filhos do presidente Lula.
A presteza em atender ao pedido do chefe já configura uma ousadia e tanto. A justificativa é ainda mais impressionante. Para contemplar a primeira família com o documento, Amorim invocou o trecho de um decreto de 2006 que autoriza o ministro das Relações Exteriores a conceder o passaporte “em caráter excepcional” e “em função de interesse do país”. Excepcional a coisa foi. Mas as viagens que a família Lula faz ou deixa de fazer têm tanto a ver com os interesses nacionais quanto um torneio de luta-livre no Nepal.
Os delinquentes cinco estrelas ficam ainda mais atrevidos no fim do governo pelo mesmo motivo que deixa a bandidagem de romance policial mais excitada na calada da noite: uns e outros acham que ninguém está prestando atenção. É um equívoco perigoso, constatou Amorim. Antes que terminasse a primeira semana do governo Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo descobriu a bandalheira consumada no penúltimo dia útil da Era Lula.
Fora o twitteiro Marcos Cláudio Lula da Silva, um dos marmanjos presenteados com o passaporte especial, e Marco Aurélio Garcia, que qualificou a patifaria de “irrelevância”, ninguém se apresentou para defender o pecador. Nem o próprio Amorim, que continua sumido. Nem Lula: sempre disposto a falar sobre tudo, não deu um pio sobre a chuva de privilégios irregulares. O Itamaraty encarregou um diplomata de informar que o ex-ministro agiu “de acordo com a lei”. Pressionado pela imprensa e pela Ordem dos Advogados do Brasil, achou melhor mudar a lei.
De acordo com a portaria divulgada em 25 de janeiro, passaportes diplomáticos só serão emitidos depois de aprovada “uma solicitação formal e fundamentada por parte da autoridade máxima do órgão competente que o requerente integre ou represente”. O autor do pedido também precisará  “provar que o requerente está desempenhando ou deverá desempenhar missão oficial”. Terminada a missão, o documento será devolvido ao Itamaraty. As mudanças são bem-vindas, mas não encerraram a farra dos passaportes diplomáticos.
Como a portaria é omissa em relação aos passaportes já concedidos, cujo prazo de validade é de quatro anos, a família Lula poderá usá-los impunemente até 2014. O chanceler Antonio Patriota pode resolver a pendência de duas maneiras, e a escolha dirá se merece o sobrenome. Uma das maneiras é acrescentar à legislação uma norma que declare inválidos os passaportes que não tenham atendido às exigências da portaria. Outra é suprimir o acento agudo e o s da última palavra da expressão usada por Amorim para justificar a imoralidade.
O documento não foi concedido em função do interesse do país. O interesse é do pai.
A escolha dirá se Antonio Patriota merece o sobrenome.

O PT e seu ajuste

POLÍTICA

O PT e seu ajuste

Em agosto de 2010, em plena campanha eleitoral, Dilma Roussef garantia: “Não vou fazer ajuste fiscal em hipótese alguma.O Brasil não precisa de ajuste fiscal”.
Guido Mantega, em fevereiro de 2011, em pleno rush para cortar gastos no orçamento, diz que isso que o governo está fazendo não é ajuste fiscal,mas apenas “consolidação orçamentária”.
Como vivemos em plena sociedade do espetáculo, (não custa lembrar da palavra que a candidata tanto usava nos debates eleitorais- tergiversar) estamos liberados para brincar de dar às coisas o nome não do que significam,mas do que gostaríamos que os outros achassem que significam.
Em outras palavras: se não chamarmos o corte de 50 bilhões de reais do orçamento de “ajuste fiscal”, o ajuste fiscal deixa de existir.Portanto, a candidata de agosto e o ministro de fevereiro estão cheios de razão.Os idiotas somos nós: não há ajuste fiscal, ainda que o que está sendo feito tenha todas as características de um ajuste fiscal e seja de fato um ajuste fiscal, que se destina a produzir os efeitos de um ajuste fiscal: ou seja, gastar menos para evitar que a inflação cresça e e evitar que sobre cada vez menos dinheiro para pagar a dívida pública.
Um petista crítico e anônimo cochichou ao ouvido de uma coluna atenta, que “enfiamos o pé na jaca” em 2010, e agora chegou a hora de pagar a conta.
E “enfiamos o pé na jaca” não significa que em 2010 gastamos fortunas no investimento necessário para o desenvolvimento do País, mas que, por exemplo, aumentamos as despesas de custeio e de pessoal de 15,1% para 18,4% do PIB, porque a prioridade das prioridades no ano eleitoral era regar os canteiros de votos.
Um contraponto pouco sutil entre os estilos do que já passou e do que está aí já começa a emergir dos bastidores do PT. Os murmúrios engrossam dia a dia. Nem bem se passaram 40 dias da mudança de governo, e o PT oficial, mais “puro e duro”, já se sentiu na obrigação de emitir uma nota defendendo “o legado de Lula”. Mas defendendo-o de quem? “Desvalorizar as profundas mudanças ocorridas no país nestes últimos anos e desconstruir a liderança política de Lula são essenciais para o plano da direita brasileira de voltar ao poder e interditar nosso projeto estratégico”, diz um dos itens do documento.
Como “a direita brasileira”, se é que existe, continua entrando muda e saindo calada, o torpedo do PT oficial obviamente é dirigido a alvos internos. O ajuste fiscal que Dilma não queria e que Mantega apelida de outra coisa, ganhou um inimigo público interno influente e poderoso, como José Dirceu, que não fala por si,mas pelo grupo que representa: “O PT não pode ficar refém da agenda traçada pela oposição e pela mídia”.
Resumo da ópera: quem construiu o buraco da farra fiscal foi o governo Lula; quem está tentando tapar o buraco da farra fiscal (da qual evidentemente participou) é o governo Dilma. Não há nenhuma agenda de direita e nem da mídia aí. Há apenas petistas correndo atrás do estrago que eles mesmo fizeram.
Um ajuste fiscal ou um ajuste de contas?

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mubarak cai


Vídeo onde Rodrigo Constantino comenta o fantástico acontecimento no Egito, com a pressão popular derrubando o ditador que estava há 30 anos no poder. É motivo para comemoração, mas também ele levanta algumas questões que demandam cautela e ceticismo em relação ao futuro do Egito.

Até quando a Justiça Eleitoral no Brasil vai tomar o lugar do povo?


11/02/2011
 às 21:50

Até quando a Justiça Eleitoral no Brasil vai tomar o lugar do povo?

Um absurdo se renova nesta sexta-feira. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) cassou o mandato do governador Anchieta Júnior (PSDB) e o do seu vice, Chico Rodrigues (DEM). Eles são acusados de uso indevido da Rádio Roraima, ligada à Secretaria de Comunicação do governo, durante a campanha eleitoral. A emissora teria sido instrumentalizada para atacar Neudo Campos (PP), adversário de Anchieta. Por cinco votos a dois, a cassação foi decidida. O governador cassado poderá recorrer ao TSE, mas fora do cargo. Em seu lugar assume justamente Neudo, que recorreu à Justiça.
Não vou entrar no mérito da decisão. Desconheço detalhes do processo. Digamos que o tribunal tenha sido justo. Tudo bem! Ocorre que Neudo não foi eleito pelo povo, não! Não obteve o número necessário de votos para isso, e não há uma evidência inquestionável, mesmo numa eleição apertada como foi a de Roraima, de que o tal “uso da máquina” tenha determinado o resultado.
O próprio TSE já fez isso mais de uma vez, dando posse ao segundo colocado, fatalmente rival do primeiro, não é? OU SEJA: OS TRIBUNAIS ELEITORAIS BRASILEIROS SIMPLESMENTE INVERTEM A VONTADE DAS URNAS. O caso mas notório foi o do Maranhão: Roseana Sarney chegou ao governo, no mandato passado, na base do tapetão. Nem se pode dizer que ela tenha sido reeleita agora porque, de fato, não tinha sido eleita antes. É um despropósito!
Se Achieta Júnior cometeu o crime, que seja cassado. Mas, então, que se marquem novas eleições em Roraima, especialmente porque não chegamos nem à metade do segundo mês de mandato. É UMA EXCRESCÊNCIA QUE UM CRIME ELEITORAL COMETIDO PELO VITORIOSO SOLAPE DO ELEITOR O DIREITO DE ELEGER O GOVERNADOR, O PREFEITO OU O PRESIDENTE.
Eis aí uma questão a ser tratada na reforma política e eleitoral que se vai debater. Um tribunal pode, sim, cassar um mandato se ele tiver sido obtido com expedientes ilegais. Mas eleger um governador? Aí não dá! Sete juízes não podem substituir milhares - às vezes, milhões - de eleitores. É uma aberração!
Por Reinaldo Azevedo

Ainda a tungada do ProUni do ensino técnico


11/02/2011
 às 14:31

Ainda a tungada do ProUni do ensino técnico

É realmente impressionante! A proposta de criar o ProUni do ensino técnico era do então candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. Aqui, na TV Bandeirantes, ele fala a respeito:
Dilma foi ontem à TV, no seu primeiro pronunciamento oficial, e, com impressionante cara-de-pau, tungou a proposta do outro. OK. A idéia é boa. Mas faz sentido o silêncio da companheira imprensa? Na Folha Online, por exemplo, a repórter Ana Flor chegou a interpretar um trecho da fala da presidente, afirmando ser uma crítica a São Paulo, mas não escreveu uma vírgula sobre a cola. E ela sabe bem do que se trata, já que cobriu a campanha eleitoral.
Os petistasQuando Serra lançou a idéia, virou alvo dos blogs do PT. Se você clicar aqui, encontra os “Amigos do Presidente Lula” atacando o Protec — segundo eles, o tucano queria acabar com o ProUni. Falsários e, claro!, mentirosos. Aqui, o Blog da Dilma repete a impostura.  São dois entre centenas de exemplos. Aí a Soberana faz o quê? Vai à TV, apresenta a proposta como sua, com uma ligeira mudança do nome: “Pronatec”. E se ouve a respeito um grande silêncio. Não é prática nova! Lula também tungou os programas sociais de FHC, deu-lhe um novo apelidou e virou dono da obra.
Convenham: vocês não esperariam que o PT governasse com idéias próprias, certo? Com essa gente, vale a máxima: o que é bom não é novo, e o que é novo não é bom!
Por Reinaldo Azevedo

Luiz Fux rasga a Constituição


O recém nomeado ministro do STF, Luiz Fux, em sabatina ontem no Congresso Nacional declarou: "a neutralidade é um mito e é preciso tratar desigualmente os desiguais". Com isso Fux rasgou a Constituição Federal, especialmente no que estabalece no seu parágrafo quinto, de que todos são iguais perante a lei. É preciso lembrar que o conteúdo do referido parágrafo é o que torna o Ocidente "a" civilização. Essa igualdade jurídica só tem paralelo com os preceitos cristãos que dizem que na assembléia todos têm a mesma dignidade diante de Deus, não mais escravo e não mais senhor. É a grande conquista do Direito moderno. Fux declara um retrocesso civilizacional, tanto pior porque não é voz isolada, representa o espírito de boa parte da magistratura e dos agentes políticos. Grave porque condições de nascimento ou escolhas poderão favorecer demandantes diante do Estado, restabelecendo a desigualdade de fato, que foi duramente banida da civilização. Posições assim é que geraram Hitler e seu relativismo jurídico. É claro que o ministro tem a melhor das intenções, das quais o inferno está cheio. Relativismo jurídico é o meio do caminho para a barbárie.

Enfim um roteiro para a oposição vindo da… oposição!


11/02/2011
 às 7:09

Enfim um roteiro para a oposição vindo da… oposição!

O jornal O Globo publicou ontem um artigo do tucano José Serra sobre aquele que ele entenda deva ser o papel da oposição no país - e nas democracias. O texto me parece excelente. Acho que há aí, quando menos, um roteiro importante para as oposições. E ele volta a falar do tal 11º mandamento, “de inspiração humana, não divina”: “Não ajudarás o adversário atacando teu colega de partido.” Para quem viu Lula convocando ontem o PT para a guerra de 2012, nada mais oportuno. Leiam:
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Oposição pra quê?
O principal risco que correm as oposições - e, portanto, também o PSDB - é perder tempo em embates menores, combates internos fantasmas ou antecipações irrealistas, como trazer 2014 para hoje, inventando bandas de adversários… internos! Atacar, constranger, prejudicar ou atrapalhar companheiros do próprio partido só faz ajudar os adversários reais, que incentivam esses confrontos.
Para o maior partido da oposição, perder-se em disputas internas seria apequenar-se. Saímos das urnas com quase 44 milhões de votos, vencendo a eleição presidencial em 11 estados. O PSDB fez oito governadores; o DEM, dois, e tivemos ainda o apoio do governador de Mato Grosso do Sul. Aqueles que votaram em nós queriam que ganhássemos, mas sabiam que podíamos perder. A oposição, portanto, é tão legítima quanto o governo; ela também expressa a vontade do eleitor e tem um mandato.
Não podemos deixar o eleitorado que nos apoiou sem representação. É ele, inicialmente, que precisa receber uma resposta e convencer-se de que não jogou seu voto fora. Até porque as ditaduras também têm governos, mas só as democracias contam com quem possa vigiá-los, fiscalizá-los, em nome do eleitor. Por isso a oposição tem de ter posições claras, ser ativa, sem se omitir nem se amedrontar. Uma eleição presidencial não é uma corrida de curta duração, de 45 dias, mas uma maratona de quatro anos. E ninguém corre parado.
Até quem votou no PT conta conosco para que ofereçamos alternativas, para que possamos aprimorar propostas do governo e denunciar, quando é (e como está sendo) o caso, a falta de rumo. Não se trata de fazer oposição sistemática ou não sistemática, bondosa ou exigente. Isso é bobagem! Essa questão não se coloca em nenhuma grande democracia do mundo. A oposição tem o direito e o dever de expressar seus pontos de vista e de batalhar por eles. É seu papel cobrar coerência, eficiência e honestidade.
A realidade está aí. O grave problema fiscal brasileiro veio à luz, herança do governo Lula-Dilma para o governo Dilma. A maquiagem nas contas não consegue escondê-lo. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) se transformou no retrato perverso do aparelhamento do Estado, que não se vexa nem diante da realidade dramática da saúde - ou falta dela - dos pobres. O mesmo acontece em Furnas, palco de escândalos há muitos anos, expressão do loteamento do setor elétrico, onde os blecautes têm sido a regra, não a exceção. Se a oposição não se fizer presente agora, então quando?
Fazer oposição por quê? Porque o país experimenta um óbvio desequilíbrio macroeconômico, que reúne inflação alta e em alta, juros estratosféricos, câmbio desajustado, vertiginoso déficit do balanço de pagamentos e infraestrutura em colapso. As trapalhadas do Enem mostram que o PT tripudia sobre a esperança e o futuro dos jovens. A imperícia do governo na prevenção de catástrofes e socorro às vítimas não requer comprovação. Por que fazer oposição? Porque os brasileiros merecem um governo melhor e pagam caro por isso - uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem serviços públicos à altura. Temos o direito de nos apequenar com picuinhas? Foi para isso que recebemos um mandato das urnas?
O governo vem fazendo acenos à classe média e às oposições. Conta com o conhecido bom-mocismo dos adversários, tucanos à frente. Sua intenção é lhes tirar nitidez e personalidade, dividi-los e subtrair-lhes energia e disposição. Até a próxima disputa eleitoral, quando, então, voltaremos a enfrentar os métodos de sempre: vale-tudo, enganações, bravatas e calúnias. Cair nesse truque corresponde a trair a confiança dos que votaram em nós e os interesses do nosso povo e do país.
O PSDB não sabe fazer oposição! Tanto em 2006 como em 2010, pesquisas internas apontaram ser essa uma das críticas que o eleitorado nos faz. Ainda que fosse injusta, seria forçoso reconhecer que nos tem faltado nitidez. É razoável que o eleitor considere que não sabe governar quem não sabe se opor.
E nós temos os bons fundamentos! A quem pertence a bandeira da social-democracia no Brasil? O PT, fundado como um partido classista, sob a inspiração de partidos leninistas, varreu estatuto e ideário para baixo do tapete ao chegar ao poder e adotou como suas a plataforma e as idéias do adversário. Mas, longe de estar resolvida, após seis eleições presidenciais, sendo três vitoriosas, e dois governos depois, a contradição entre os “pragmáticos do mercado” e os “puros-sangues de Lenin” ainda é um dos flancos do PT não devidamente explorados pela oposição, para prejuízo do país.
O PT adotou as bandeiras, mas perverteu sua prática. Privatizou as ações do Estado em benefício do partido e aliados. Banalizou o que a vida pública brasileira tinha de pior. Rebaixou a Saúde e a Educação. Transformou em instrumento eleitoral a rede de proteção social herdada do governo FHC. Virou as costas para a Segurança e descuidou-se da Previdência. A falsa “social-democracia” petista preside um processo de desindustrialização do Brasil e mantém como principal despesa do orçamento o pagamento de R$ 180 bilhões anuais em serviço da dívida pública interna. Sem mencionar erros infantis, como o de reconhecer a China como economia de mercado, enfraquecendo nossos mecanismos de defesa comercial. Que social-democracia é essa, que pôs a perder o ativismo governamental nas coisas essenciais, que caracteriza o Estado do Bem-Estar Social e seus alicerces?
Essa retomada dos valores da social-democracia, com seu respeito ao jogo democrático e sua prioridade à garantia de condições dignas de vida à população, há de tirar do PSDB o falso carimbo de partido da elite e marcar diferença com o PT, com suas práticas sectárias e/ou ineptas.
Para tanto, é fundamental ao PSDB fortalecer a unidade interna, dando uma resposta àqueles que nos delegaram um mandato por meio das urnas. Estou, como sempre, a serviço da população. Ajudei a definir as bandeiras históricas do meu partido e sua renovação. Por elas e pela unidade, batalhei sempre. Ninguém andará em má companhia seguindo os Dez Mandamentos. Para quem está na política, sugiro um 11º, este de inspiração humana, não divina: “Não ajudarás o adversário atacando teu colega de partido.”
Por Reinaldo Azevedohttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Corte nos gastos públicos? Que corte?

Friday, February 11, 2011

Corte nos gastos públicos? Que corte?



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O anúncio do corte de R$ 50 bilhões nos gastos públicos ganhou as manchetes dos principais jornais do país no primeiro momento. Hoje, porém, algumas matérias já questionam mais a medida. Após o impacto inicial com a magnitude do número, restam muitas questões ainda sem resposta. Além disso, uma análise mais profunda mostra que há, como de praxe, muita espuma e propaganda no comunicado do governo, na esperança de que os mercados possam ser facilmente ludibriados. Não podem.

A primeira pergunta que surge diz respeito à viabilidade do corte, uma vez que boa parte do orçamento do governo é obrigatória. Cortes em viagens e aluguel de carros não fazem nem cócegas no total dos gastos públicos. O ministro Guido Mantega, que, após seus malabarismos contábeis em 2010 já não desfruta de credibilidade alguma perante os mercados, não explicou exatamente onde e como será usada sua tesoura. Fica no ar uma enorme suspeita de que a execução deste corte será bem mais complicada do que quer aparentar o ministro. Os mercados provavelmente vão esperar para ver os resultados concretos.

Mas o que realmente incomoda é o uso de termos inadequados quando se trata de governo. Façamos um teste com o prezado leitor. Sua despesa ano passado foi de 100 unidades monetárias, e este ano sua estimativa inicial era gastar 110 unidades. O cenário aperta um pouco, a pressão por economia aumenta, e você decide gastar “apenas” 105 unidades. Será que faz sentido falar mesmo em corte de gastos? Um aumento de 5% nos gastos só poderia ser visto como corte por burocratas e políticos. 

Uma das “heranças malditas” que o governo Lula deixou é justamente a gastança crescente e insustentável, que gera inflação maior. O crescimento da despesa total do governo central entre 2004 e 2010 foi de quase 9% ao ano acima da inflação, ou seja, em termos reais. Para 2011, o esperado, já com os “cortes” de R$ 50 bilhões, é um crescimento real acima de 3%! E o governo ainda fala em cortes! E a imprensa aceita! Cortar a ilusão de mais gastos não é o mesmo que cortar efetivamente os gastos. Está na hora de colocar os pingos nos is. Chega de truques contábeis e lingüísticos, ministro!

http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/02/corte-nos-gastos-publicos-que-corte.html

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: LÍDERES EUROPEUS FINALMENTE REAGEM AO MULTICULTURA...

BLOG DO ALUIZIO AMORIM: LÍDERES EUROPEUS FINALMENTE REAGEM AO MULTICULTURA...:

LÍDERES EUROPEUS FINALMENTE REAGEM AO MULTICULTURALISMO QUE ESTÁ DESTRUÍNDO OS VALORES DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

Depois de décadas cevando o pensamento politicamente correto que originou o denominado multiculturalismo permitindo um estarrecedor aumento da imigração, sobretudo aquela procedente dos países islâmicos, os líderes europeus começam a reagir ainda que tardiamente contra a avassaladora invasão islâmica.

Este é um assunto que tenho analisado de forma recorrente aqui no blog advertindo sobre aquilo que agora se transformou num problema crucial na Europa e também nos Estados Unidos. E isto diz respeito principalmente às correntes imigratórias integradas por muçulmanos que acabaram criando verdadeiros guetos em países europeus e rechaçam a integração à cultura ocidental tentando impor a sua visão de mundo fanática e intolerante.
A propósito, Marcos Gutertman, em seu blog no portal do Estadão faz o destaque para as recentes reações de chefes de Estado europeus. Transcrevo após este prólogo. Entretanto, como vocês podem notar a grande imprensa brasileira e internacional quando aborda este assunto o faz pautada sempre por um viés politicamente correto. A nota do próprio Guterman é tímida e solitária, como vocês podem conferir.
Os jornalistas em sua esmagadora maioria são os maiores difusores do pensamento politicamente correto já que se alinham ao esquerdismo. Depois da queda do comunismo na ex-URSS e Leste Europeu os movimentos esquerdistas se reciclaram incorporando as teses politicamente corretas amparadas sobretudo no multiculturalismo, no ambientalismo, no feminismo e no relativismo. Tanto é que os esquerdistas jamais proclamam seu repúdio ao terrorismo islâmico e nem mesmo aos assassinatos de mulheres como noticiei aqui no blog mais abaixo, sobre a morte de uma menina de 14 anos em Bangladesh decorrente das 80 chibatadas desferidas por um marmanjo de toalha na cabeça. O relativismo cultural professado pelo esquerdismo leva inclusive o feminismo a silenciar contra os assassinatos de mulheres, sem falar no fato de que nações africanas submete-as à extirpação do clitoris.
Portanto, a crítica que se vem fazendo ao pensamento politicamente correto só é encontrada na internet em blogs independentes e que não estão vinculados aos grandes veículos de comunicação, todos eles severamente controlados pela patrulha esquerdista que domina as suas redações.
Tenho citado aqui dezenas de blogs europeus que se dedicam a denunciar a invasão bárbara que o continente europeu vem sofrendo. Dia desses postei um vídeo que mostra centenas de mesquisas construídas na França enquanto na Suiça houve um plebiscitono ano passado que perguntou aos eleitores se eram favoráveis à liberação dos minaretes nas mesquisas que também vão sendo erguidas nesse país. Evidentemente que os suíços votaram contra a liberação dessa acintosa imposição muçulmana que nada tem a ver com a cultura ocidental.
Basta constatar que os países muçulmanos não toleram e punem severamente qualquer manifestação que evoque aspectos da cultura ocidental, sobretudo aqueles relacionados às religiões cristãs.
A reação dos líderes europeus à islamização brutal do Ocidente terá difuldade de avançar porque enfrentará a patrulha esquerdista que domina os veículos de comunicação, além de organismos internacionais como ONU e milhares de ONGs que se dedicam a defender esse multiculturalismo de mão única que só vale para o Ocidente e jamais para os países de domínio muçulmano. Tanto é, como frisei, que o próprio Guterman é econômico no registro que faz a respeito deste tema, mas pelo menos oferece alguns links remetendo ao noticiário internacional de grandes jornais. Mesmo assim, o assunto é noticiado com viés de espanto pela idiotia do jornalismo capacho do barbarismo esquerdista. Leiam:
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quinta-feira que o multiculturalismo é um “fracasso” na Europa. “A verdade é que nossas democracias têm se preocupado demais com a identidade daqueles que chegam e não o bastante com a identidade do país que os recebe”, disse Sarkozy, em referência aos imigrantes.
O protesto de Sarkozy – que coincide com sua baixa popularidade – não foi o único recente entre os principais líderes europeus. Em outubro passado, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, havia qualificado o multiculturalismo da mesma maneira: “Total fracasso”. No último sábado, o primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, foi ainda mais incisivo, ao dizer que a política de “tolerância” nos países europeus encorajou imigrantes (especialmente os muçulmanos) a “viver uma vida separada” e não conseguiu fazer com que esses gupos compartilhassem valores como direitos humanos, democracia e igualdade social e jurídica.
Não é fácil falar desse assunto na Europa, que se orgulha de seu multiculturalismo – política oficial no Reino Unido desde os anos 60. Como disse Sarkozy, basta pronunciar a palavra “imigração” para logo “ser chamado de racista”.